A NOSSA HISTÓRIA

 
junta de freguesia de guilhufe e urrô
JUNTA DE FREGUESIA DE GUILHUFE E URRÔ

A Freguesia de Guilhufe e Urrô foi criada em 2013 pela Lei 11-A de 28 de Janeiro. A sede da Freguesia é Guilhufe que dista da sede do Concelho de Penafiel cerca de 4 km.

PATRIMÓNIO

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/  HISTÓRIA DE GUILHUFE

Guilhufe fica no limiar de Concelho de Penafiel, situada junto à margem esquerda do Rio Sousa e a cerca 4 quilómetros da sede concelhia, no distrito do Porto. O seu orago é S. João Evangelista, celebrado anualmente no mês de Agosto, porém outras festividades aqui são realizadas, como é o caso das festas de Nossa Senhora de Fátima, em Maio, de S. Brás no mês de Fevereiro e de S. Sebastião a meados de mês de Setembro.
“Guilhufe” é topónimo de singulares sugestões etnológicas, julgando-se que seja um derivado do patronímico “Viliulfos”, muito usado até ao século XII.

As origens de Guilhufe são certamente bastante recuadas, embora sejam escassos os documentos que as explanem; evidentes são os sinais dos romanos no local: uma calçada e uma ponte, esta denominada de Cepeda. Segundo as informações do padre Carvalho, a antiga freguesia de S. João Evangelista de Guilhufe era uma abadia da apresentação do Convento de Cête, no Concelho de Paredes; facto que não é de todo estranho, pois em 1112, o Mosteiro de Cête recebeu da Condessa viúva, D. Teresa de Aragão, uma ampla carta de couto, testemunhada pelos bispos D. Hugo, do Porto e D. Gonçalo de Coimbra, que lhe traria os rendimentos de diversas circundantes. O povoamento do território de Guilhufe, em pleno século XIII, provavelmente se manifestava de forma semelhante em todos os outros povoados do antigo Concelho de Penafiel: grande parte dos casais pertenciam à igreja e aos mosteiros, muitos deles adquiridos por doação; uma outra parte era da coroa e outra, mais pequena, pertencia a fidalgos. Naquela altura, o cultivo era muito mais vasto do que o povoamento, porque exteriormente aos casais, existiam numerosas propriedades, particularmente leiras e campos, em regra geral reguengas, mas em grande parte dos casos logrados por fidalgos que se recusavam a pagar o devido foro.
Guilhufe aproveitou do Foral Novo de Penafiel , dado por D. Manuel I a 1 de Junho de 1517. Segundo a Estatística Paroquial de 1862 foi uma abadia da apresentação alternada do Papa, do Rei do Colégio dos Eremitas de Santo Agostinho de Coimbra.
Do património cultural e edificado de Guilhufe, destacam-se: a Igreja Paroquial, a Capela de S. Brás, a Capela de Nossa Senhora do Desterro e a Ponte de Cepeda.
Nas actividades económicas, apesar da agricultura ser uma das mais exercidas, a indústria de confecções é a actividade mais importante da população; aliás, é aqui que está situada a Zona Industrial N.º 1 de Penafiel e uma superfície comercial de grandes dimensões que contribuiu também para dinamização da economia local.

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/  PATRIMÓNIO E MONUMENTOS

Com a união das freguesias de Urrô e Guilhufe, ficou com um amplo património caracterizado por monumentos históricos que marcam a antiguidade da Freguesia.

 

- Igreja Matriz de Guilhufe

- Igreja Matriz de Urrô

- Miradouro no São Simão

- Capela de São Simão

- Capela de São Brás

- Capela da Póvoa

/  HISTÓRIA DE URRÔ

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Urrô pertence ao Concelho de Penafiel de cuja sede dista de 5 km. E tem por orago São Miguel. Está situada na margem esquerda do rio Sousa, delimitando o Concelho a ocidente.
È essencialmente agrícola e as suas características rurais ainda permanecem na sua paisagem, composta por ricos milheirais e extensas vinhas, nas quais se produz vinho verde de excelente qualidade. No artesanato, foi de especial importância a tecelagem de mantas à qual, infelizmente, já ninguém, ou poucas pessoas, se dedicam.
Devido à existência do cume de Coreixas, a sudeste, em cuja encosta está situada a matriz de Urrô, o povoamento do seu território é muito anterior à fundação da nacionalidade, pois esse cume foi chamado, na Idade-Média, pelo menos, de “Castro Irivo”, que é o nome da população vizinha situada do outro lado do monte.
O topónimo “Urrô” é evidentemente um diminutivo, significando o mesmo que Urros e Urrós. No século XII dizia-se “Orrios”, no seguinte escrevia-se “Urroo”e, como no norte do país ainda se usa o termo “orreta”, designando um vale profundo ou de vertentes declivosas, é natural supor que o topónimo principal tenha um sentido topográfico. Sendo assim, é alusivo ao vale em cuja encosta se situa a Igreja Paroquial. Este topónimo, embora não referente precisamente a Urrô, encontra-se documentado testamento de D. Flâmula (ou Chamôa), do século X, mais precisamente do ano de 960(“ad Orreo Villa Mediana” – Dipl. Et Ch., n.º 81).
O principal traço da sua história, reside no facto de ter sido, na Idade Média (séculos XII XIV), um notável couto de uma ilustre estirpe chamada “de Urrô”. A notícia mais antiga de Urrô está na criação deste mesmo couto por D. Afonso Henriques, para D. Diogo Gonçalves, fidalgo da sua corte, como foi declarado nas Inquirições de 1258: “hermite Sancti Michaelis de Urroo”. A estirpe dos “de Urrô” começa em D. Gonçalo Oveques, que dizem alguns autores ter sido fundador do mosteiro de Cete, o que não corresponde à verdade, pois este mosteiro é muito anterior e pertence a uma ilustre dama, de seu nome D. Ceti, que se pode considerar sua fundadora. D. Diogo Gonçalves, Senhor de Urrô e do Mosteiro de Cête, morreu em 1139, na batalha de Ourique.
O Mosteiro de Cête surge, no inicio da Monarquia, interessado em Urrô pelos largos bens que Urrô possuía, o que só pode ser devido, dada a antiguidade da relação da estirpe “de Urrô” com este Mosteiro, às relações destes fidalgos com o convento. De facto nas inquirições de 1258, a Igreja de Urrô é citada como pertença do Mosteiro de Cête, que aqui tinha pelo menos três casais: “ipsa hermita est sufraganea de Ceti(…) et sunt tria de Ceti”. Uma vez que Urrô só possuía cinco casais, os outros dois eram do Fidalgo Martim Leitão, conferindo um ar nobiliático a Urrô, desde tempos remotos. No século XVIII, este Mosteiro ainda apresenta a cura de Urrô, com cerca de 70 mil réis de rendimento.
De todos os da estirpe “de Urrô”, aquele que mais permanece na memória e que mais se evidenciou, é o notável D. Frei João Soares, Bispo de Coimbra. João Soares de Urrô nasceu em 1507, integrou a ordem de Santo Agostinho, doutorou-se em Teologia na cidade Espanhola de Salamanca e professou com apenas 16 anos. Em Fevereiro de 1545, D. João III escreveu ao Papa pedindo o beneplácito de nomeação de Frei João Soares de Urrô para Bispo de Coimbra e, tal foi a eficiência do Monarca, que no mesmo ano, estava eleito Bispo para a Diocese Conimbricense. Na qualidade de Bispo, D. João Soares foi enviado á terceira fase do Concilio de Trento. Faleceu a 26 de Novembro de 1572, tendo governado o Bispado de Coimbra durante 34 anos. A sua morte foi muito lamentada, principalmente pelos pobres e necessitados a quem muito ajudava, conforme testemunham escritores do seu tempo.

/  FESTAS E ROMARIAS

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A freguesia tem inúmeros monumentos religiosos de destaque nacional, que todos os anos atrai milhares de visitantes e peregrinos rumo às cerimónias e festividades que se realizam.

 

- Festa de São Brás, 1º Domingo de Fevereiro após dia 3

- Festa de São Miguel Arcanjo, em Maio

- Festa de Nossa Senhora de Fátima, em Maio

- Festa de Nossa Senhora da Paz, último Domingo de Setembro

- Festa de São Simão, 28 de Outubro

HERÁLDICA

BRASÃO

Roda Dentada e Cacho de Uvas: Representam as atividades económicas, nomeadamente a agricultura e a vitivinicultura,

com a produção de vinho verde de reconhecida qualidade e a indústria.

Mitra: Representa o Bispo D. Frei João Soares, Fidalgo da Estirpe de Urrô.

Burelas Ondadas: Representam o rio Sousa, assim como a beleza natural da freguesia.

SELO

Nos termos da lei com a legenda:

"Freguesia de Guilhufe e Urrô"

BANDEIRA

Branca.

Cordão e borlas de prata e vermelho.

Haste e lança de ouro